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1917 - uma obra para marcar o cinema

  • vieiramelomalu
  • 10 de mai. de 2021
  • 2 min de leitura


Desde muito cedo, filmes de guerra sempre foram uma referência para mim, tanto na vida quanto no cinema. Não só pelo fato de meu pai ter sido um aficionado, segundo ele, pela “beleza da guerra na sétima arte”, mas também pelo fascínio de se contar histórias com a própria história. “1917” (Universal Studios, 2019), com certeza, é uma das obras que através da tela contam histórias vibrantes e alucinantes e, tecnicamente, é uma aula de cinema. Confesso, no entanto, que se você está procurando por filmes com valores intelectuais esse não é uma boa opção.

A trama é simples: os cabos Schofield (George Mackay) e Blake (Dean- Charles Chapman) são recém soldados britânicos durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Quando são encarregados de uma missão aparentemente impossível, os dois precisam atravessar território inimigo, lutando contra o tempo, para entregar uma carta, contendo uma mensagem que pode salvar mais de 1.600 colegas de batalhão de uma emboscada do exército alemão. A imersão na história dos personagens é tão urgente que uma hora e 59 minutos de filme passam num piscar de olhos.

Além da história, a técnica utilizada pelo diretor Sam Mendes foi muito elogiada pela crítica devido à filmagem não apresentar cortes de uma cena para outra. O filme foi produzido em plano sequência, criando uma ordem cronológica e natural para o desfecho.

Por muitas vezes, você se sente na pele dos cabos, como se tudo aquilo que estivesse observando fosse em primeira pessoa ou, por vezes, você fosse um terceiro personagem. Apesar do roteiro não apresentar grandes diálogos, as analogias criadas pelo diretor conseguem retratar a contemplação do homem em meio aos ambientes de guerra, trazendo assim, depois de uma série de obstáculos, calmaria e plenitude à obra.

Contudo o filme ainda impressiona pelas nomeações e prêmios que recebeu durante seu ano de estreia, no 92º oscar o filme recebeu 10 nomeações incluindo de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original, infelizmente não chegou a levar as estatuetas para casa.

Já no 77º Globo de Ouro a trama ganhou o prêmio de Melhor Filme na categoria Drama e Melhor Diretor.

“1917”, sem dúvidas, é um dos filmes de guerra mais bem produzidos dos últimos tempos, mesclando sua narrativa de guerra com temas sobre amizade e coragem, um dos trabalhos mais imperdíveis de Sam Mendes. Sem dúvidas um show de talento e emoção.


Por Maria Luiza Orsi.

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"Não devemos acreditar nos muitos que dizem que só as pessoas livres devem ser educadas, deveríamos antes acreditar nos filósofos que dizem que só as pessoas educadas são livres."
Epicteto, filósofo romano e ex-excravo

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