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a SELEÇÃO- KIERA CASS

  • Foto do escritor: Bianca Pesine
    Bianca Pesine
  • 3 de abr. de 2021
  • 3 min de leitura

Com uma escrita rápida e dinâmica, a autora da trilogia “a seleção”, Kiera Cass, trás aos leitores um mundo dividido e, ao mesmo tempo, a história de 35 garotas que buscam conquistar o amor do príncipe. Ou será a coroa?


Sinopse: O mundo de América Singer é restrito à sua casta: cinco. Uma realidade onde o seu número define o seu futuro, sua profissão e não a chances para mudar algo que já está pré-definido. Ou será que existe uma alternativa? Não que ela queira mudar sua realidade, pois ama viver com sua família e sua arte, mas sua mãe insiste em que a filha participe do evento mais esperado pelas jovens, a seleção. Uma temporada no castelo real na qual trinta e cinco garotas são escolhidas para disputar o amor do príncipe Maxon e, consequentemente, se tornar da casta um. Mas América não queria, pois vivia um amor proibido com Aspen, amigo de infância. Porém seu nome foi selecionado e, assim, sua jornada finalmente começou.


América Singer vive em Carolina, um dos estados do Reino de Iléa. Uma vida simples, confortável mas não com muitos privilégios pois ela era uma cinco. Em uma realidade que foi dividida pós a terceira guerra mundial, a sociedade foi separada em castas, onde: 1, 2 e 3 são os ricos e privilegiados, 4,5 os medianos, 6 e 7 os servos e, a casta 8 os renegados. América é da casta artística, na qual só pode seguir essa linha para ser alguém na vida, mas isso não a incomoda pois ama cantar e tocar violino. Entretanto, ao surgir a oportunidade de se tornar uma princesa, sua mãe não mede esforços para convence-la a participar mesmo sendo contra sua vontade. Ela não queria ser um, apenas tinha o sonho de viver junto a Aspen, mesmo ele sendo uma casta abaixo da sua. Mas por orgulho, o garoto a deixa quando vê que ela não iria participar e ter a chance de uma vida melhor por sua causa, assim ferindo os sentimentos da garota. Dessa forma América segue o roteiro e vai em direção a sua nova vida na realeza, se encontrando com outras trinta e quatro garotas de diferentes castas e personalidades, todas com o mesmo objetivo de conquistar a mão do príncipe, menos ela.

Com suas escolhas escassas, ela encontra uma menina na qual vai dividir sua jornada real, Marlee, que era uma casta acima da sua, mas era pura e muito querida. Neste contexto, já tendo feito amigas e inimigas ao chegar no castelo, o príncipe convoca todas as selecionadas para uma apresentação em particular para conhecer cada uma delas. Nisso América ve a oportunidade de colocar seu plano em ação: Aproveitar o tempo de privilégios para ter comida boa, dinheiro para a família e pedir ao príncipe para ser sua amiga e mante-la ali pelo tempo que conseguir. Em troca, ela o ajudaria a encontrar a melhor garota entre todas ali para ser sua esposa.



Um livro de escrita simples e rápida, A seleção vai além de uma competição ou um romance, mas sim uma crítica social causada pela divisão e pela desigualdade extrema entre os povos. Uma ótima escolha para pessoas que querem começar a se envolver na leitura, pois é muito cativante para iniciantes. É bem importante ressaltar que este livro tem alguns pontos negativos e um deles é a personagem principal. A indecisão e a teimosia muitas vezes atrapalham um desenvolver melhor da história. Contudo, existem muitos momentos bons entre os personagens principais, principalmente entre as próprias selecionadas. Além de tudo isso, o foco na mudança da sociedade e também agrega ao conteúdo da obra.

A Seleção é um bom início de série. Tem seus clichês típicos do gênero e do público-alvo ao qual se dirige, mas consegue aproveitá-los bem e em seu próprio benefício. A escrita é muito ágil e o leitor é capaz de terminar sua leitura em um curto espaço de tempo simplesmente porque as páginas fluem. O enredo também é profundo e repleto de interpretações possíveis.

 
 
 

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"Não devemos acreditar nos muitos que dizem que só as pessoas livres devem ser educadas, deveríamos antes acreditar nos filósofos que dizem que só as pessoas educadas são livres."
Epicteto, filósofo romano e ex-excravo

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