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CONVERSA DE REDAÇÃO: OS BASTIDORES DA NOTÍCIA

  • Gledson Félix
  • 26 de mai. de 2021
  • 3 min de leitura

O mundo do jornalismo é muito mais empolgante do que aparecer em frente às câmeras no principal jornal da emissora. Existe muita informação nos bastidores, produção e checagem até a notícia chegar nas telas do telespectador.


A jornalista Rose Guglielminetti, do Grupo Bandeirantes, marcou presença no bate-papo “Conversa de Redação”, com os alunos da Athon Ensino Superior, durante o evento “Connect Athon”, em 7 de maio.

Rose é âncora do “Programa Bastidores do Poder”, na Rádio Bandeirantes e na TV Band Mais, editora-executiva do portal Band Multi e comentarista de política da Band Mais. Além disso, é responsável pelo “Blog da Rose", um dos portais de notícias mais acessados do interior de São Paulo. No Grupo Bandeirantes, atuou como editora-executiva do Jornal Metro e comentarista política na Band News FM. Trabalhou também nos jornais Diário do Povo e Correio Popular, além de ter sido repórter da Agência Anhanguera.

Com sua carreira voltada a política regional, Rose trouxe um pouco mais sobre os bastidores da informação, os passos que o jornalista tem que seguir até conseguir publicar a notícia. “Muitas vezes a fonte é nossa principal aliada; Se a gente tem fontes confiáveis, sempre estaremos à frente”, conta.

Além de contar sobre sua trajetória e transição do impresso para o digital, Rose falou sobre os desafios que passou em sua carreira até se tornar editora-chefe de um jornal. “Eu saí de um jornal impresso com uma redação relativamente grande para trabalhar com um novo formato de jornal, lidando com questões diversas como recursos humanos, orçamento, comercial, coisas típicas da função de chefia. Foi um grande desafio para mim”, afirma.

Obtendo destaque em sua posição, Rose foi convidada pra fazer comentários para toda a rede, através do canal Band News Tv, sua primeira experiência com o meio. Mesmo ansiosa, a jornalista assumiu o compromisso, que a levou, além da tv, virar âncora da Rádio Bandeirantes Campinas, função que cumpre até hoje. “Quando me fizeram o convite, não imaginava que pegaria gosto pela coisa. Sempre trabalhei em jornal impresso, que se apurava a notícia e depois ia pra redação montar os textos de duas, três páginas. Ali na tv era tudo na hora, ao vivo, com uma colinha de papel na mão antes de entrar no ar”, relata.

O dinamismo também está presente no cotidiano da jornalista, dizendo que sempre está com celular ligado, atenta as informações, e de olhos nos principais jornais para não perder nenhum furo de reportagem. “A vida do jornalista é assim. Um dia meu editor-chefe me ligou às 6 horas da manhã e não atendi. Quando retornei a ligação, comentei que havia deixado a redação há poucas horas, que já tinha atualizado os portais e preparado o conteúdo do dia seguinte para a rádio, precisava descansar. Hoje, minha rotina é essa: acordo, já vou lendo os principais jornais, assistindo o que os outros veículos estão falando e vou para o trabalho já preparando o material, ouvindo fontes, checando fatos, escrevendo a notícia. E mesmo quando já estou no ar, o celular fica ligado para que tudo que for acontecendo seja atualizado ali, ao vivo. Essa é a dinâmica do jornalismo”, relembra.

No final do bate-papo, a experiente jornalista deixou um recado aos alunos de comunicação, contando uma das situações em que passou durante a carreira.

“Eu era editora de política de um jornal e recebi a informação de uma fonte sobre divergências em licitações na prefeitura da cidade. A princípio, fui checar com outras fontes a informação e aquilo realmente era procedente. Ter fontes confiáveis para dar o “start” de uma reportagem é fundamental. Mas também é necessário conhecer o ambiente em que o conteúdo está inserido, neste caso, conhecer os trâmites das licitações, saber os valores reais das contratações, interpretar bem um contrato, achar aquilo que vai ser o “pulo do gato” na notícia. E, principalmente, saber entrevistar. Fazer as perguntas certas, tirar do entrevistado aquilo que você deseja saber, colocar na boca dele a resposta que você quer ter para sua matéria. Isso é um dos critérios fundamentais para um bom jornalista”, revela Rose.

Para o Portal Entretanto, a jornalista disse estar contente pelo resultado do bate-papo e pela interação dos alunos. “Além de responder as perguntas colocadas pelos próprios alunos, este formato de bate-papo com interação traz mais conteúdo, tanto para quem está apresentando quanto para quem está ouvindo. Conhecer o cotidiano da redação é primordial para quem escolheu a área de jornalismo”, diz a jornalista.

A professora da Athon Ensino Superior, Cida Haddad, mediadora deste bate-papo, também comentou sobre o evento. “Os alunos ficam mais próximos de outros profissionais, fora do ambiente sala de aula. Isso é importante para o aprendizado e desenvolvimento do conteúdo que nós, professores, ensinamos

no cotidiano”.

Foto: Arquivo Pessoal/ Rose Guglielminetti

 
 
 

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"Não devemos acreditar nos muitos que dizem que só as pessoas livres devem ser educadas, deveríamos antes acreditar nos filósofos que dizem que só as pessoas educadas são livres."
Epicteto, filósofo romano e ex-excravo

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