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Corrupção na pandemia: a prioridade nunca foi saúde pública

  • Foto do escritor: Felipe Caléfe
    Felipe Caléfe
  • 26 de abr. de 2021
  • 2 min de leitura



Desde o início do combate a pandemia causada pelo coronavírus, governadores e outras autoridades dos estados tentam se aproveitar do declarado estado de emergência, no qual licitações são facilitadas para aquisição de insumos de extrema necessidade.


As cotações absurdas vão desde respiradores até aventais hospitalares superfaturados. Alguns escândalos de gastos que temos como exemplo são nos estados do Rio de Janeiro, Amazonas e São Paulo. Atitudes que demonstram uma enorme falta de caráter dos governantes com a população, além de total descaso com o dinheiro do pagador de impostos.


Tais absurdos estão a mais de 1 ano sob investigação do Ministério Público, Polícia federal e agora também de parlamentares, por meio da criação da CPI da Covid, que inicialmente serviria apenas para apurar possíveis práticas ilegais protagonizadas pelo governo federal, também se estabeleceu que irá apurar a conduta de governadores e prefeitos em relação ao uso da verba emitida a eles para o combate a pandemia, que deveria ter sido usada única e exclusivamente para investimento na saúde pública.


Enquanto políticos se desesperam e investem pesado no marketing para a produção de comerciais e discursos de tom profundo e preocupado, o dinheiro do contribuinte continua a escoar para seus bolsos, enquanto esse mesmo contribuinte se desespera pela falta de leitos, insumos e ineficácia das medidas estaduais para controle da doença. A política brasileira como um todo enfrenta o que é provavelmente a maior crise de credibilidade pública de décadas.


A população não se sente motivada como um todo a obedecer bovinamente mesmo a mais coercitiva das medidas “para garantir sua proteção” quando fica ciente de que na verdade está tendo prejuízo generalizado, muitas vezes perdendo sua fonte de renda e estabilidade mental, enquanto o enriquecimento ilícito das autoridades já chegou a um ponto que não se pode mais esconder com falsas promessas e demagogia.


 
 
 

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"Não devemos acreditar nos muitos que dizem que só as pessoas livres devem ser educadas, deveríamos antes acreditar nos filósofos que dizem que só as pessoas educadas são livres."
Epicteto, filósofo romano e ex-excravo

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