Ensino Remoto Emergencial, ensino ou emergência?
- Igor Oliveira

- 18 de mar. de 2021
- 2 min de leitura

Devido a “essa gripezinha", como é denominada a pandemia do novo corona vírus pelo nosso excelentíssimo presidente da República, tivemos que nos acostumar com o Ensino Remoto Emergencial a pouco mais de um ano. O que acabou por atingir a todos estudantes e professores numa solução temporária e estratégia a fim de dar continuidade nos cronogramas escolares. O decreto do Ministério da Educação não previu, no entanto, o prolongamento das medidas de isolamento social no país, provocando prejuízos inegáveis do Ensino Básico ao Ensino Superior.
Por um lado, o ERE facilita na questão da logística, já que a pandemia nos deixa mais tranquilos em relação a pegar um ônibus, van, carro ou seja qual for o transporte que você necessita para ir até as escolas e faculdades. Com mais tempo livre e um momento para respirar, podemos ativar o meio para assistir as aulas e sentarmos tranquilamente, com a cabeça mais limpa para que seja preenchida com novos conhecimentos após um dia corrido, como o da maioria da população. Principalmente, no caso de quem trabalha e estuda. No entanto, por outro lado, o ERE acaba nos deixando muito acomodados e preguiçosos, dificultando a manutenção do foco e da atenção que são extremamente necessários para apreender o conhecimento.
Dessa forma, a principal inimiga do aprendizado, a distração, está com dor na barriga de tanto rir desde que foram paralisados os centros de ensino. As dificuldades de concentração frente às inúmeras “ofertas online”, como os streamings e redes sociais, nos afeta seriamente. Muitos não conseguem se focar e aprender, seja por necessidade, escolha e/ou planejamento futuro. A presença em sala de aula, virtual ou física, continua extremamente necessária para a troca de ideias, conhecimentos e experiências, e essencial para que uma pessoa aprenda e evolua cada vez mais, não só como estudante, mas também como pessoa.
A relação estudantil forma e molda cada um de nós para que criemos métodos e fórmulas para aprendermos mais. Estando longe, a troca, seja ela com colega de sala ou educador, acaba sendo prejudicada. Perdemos até na hora de tirar aquela dúvida ou mesmo pedir uma “ajudinha” para o colega ao lado por não entender o conteúdo.
Portanto, sem considerar ou entrar no assunto de como devemos resolver o problema de saúde que temos em mãos, um dos principais focos e assuntos a serem tratados é de como melhorar o ERE, seja ele qual for. O desafio está em como tornar as aulas mais atrativas, interessantes e, principalmente, eficazes, mesmo a quilômetros uns dos outros. E há, ainda, a necessidade da colaboração entre todos: professores dispostos, alunos desejosos por aprender e pais auxiliadores. A educação é um direito de todos e, indiscutivelmente, importante para o nosso crescimento pessoal e profissional, quanto para cada pessoa que sonha aprender e crescer em todos os sentidos. Enfrentar essas dificuldades de forma colaborativa é também promover uma educação mais solidária, e que essas práticas não sejam apenas emergenciais.
Por fim, precisamos de apoio, mudança e união para que consigamos nos adaptar a nossa nova realidade. Sem saber até quando ela irá durar, o que nos resta é manter a sede de conhecimento, mesmo estando longe de sua nascente




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