top of page

Erasmo, 80 anos de música e amor

  • Gledson Félix
  • 9 de jun. de 2021
  • 3 min de leitura

Com estilo despojado sem perder a atitude do rock and roll dos anos 1950, Erasmo Carlos completa 80 anos de idade, com “uma cabeça de homem, mas o coração de menino”, parafraseando a famosa letra composta por ele e seu fiel parceiro, Roberto Carlos. Esse é o “tremendão”, apelido que ganhou da amiga Wanderléia, quando eram companheiros no programa Jovem Guarda nos anos 1960.

(Imagem: Divulgação)


A chegada do rock ao Brasil com a explosão de Elvis Presley nos Estados Unidos fez com que o jovem Erasmo despertasse seu interesse pela música. O cantor, que aprendeu a tocar violão com Tim Maia, com quem teve contato em um bar no Rio de Janeiro, deu seus primeiros passos na música. Com a influência de cantores como Bill Haley, montou juntamente com Roberto Carlos e outros músicos o conjunto Snakes, dirigido por Carlos Imperial, apresentador e grande lançador de sucessos da época. Com uma certa fama entre o público jovem e surfando na onda da moda musical dos anos 60, ganhou espaço na grade da TV Record, no programa Jovem Guarda, que era apresentado por Erasmo, Roberto e Wanderléia. Após emplacar diversos sucessos, como cantor e compositor, lançou seu primeiro álbum solo em 1965, que teve como tema a música “Festa de Arromba”, conhecida até hoje e um dos hits mais tocados daquele ano. Nos anos seguintes, também emplacou sucessos com seus LP’s, como "Você me acende" (1966), "O Tremendão" (1967), que explodiu nas rádios de todo país com a canção “Vem quente que eu estou fervendo”, e Erasmo Carlos (1968). Ainda em 1968, fez sua estreia no cinema, com o filme "Roberto Carlos em ritmo de aventura", e também atuou em "Roberto Carlos e O Diamante Cor-de-rosa" (1969), "A 300 km por hora" (1970), e "Os Machões" (1971), todos como ator coadjuvante.

As décadas seguintes também emplacaram sucessos na voz de Erasmo, como em Carlos, Erasmo (1971) e Sonhos & Memórias 1941-1972 (1972). Já o álbum "Erasmo Carlos Convida..." (1980), "Mulher" (Sexo Frágil) (1981) e "Amar Pra Viver ou Morrer de Amor" (1982) marcaram a década de 1980, agora com influência da MPB, sem perder a veia de rock sempre presente em suas canções. Após um período lançando discos com regravações e poucas composições inéditas, fez um jejum de cinco anos e voltou, nos anos 1990, com o disco "Homem de Rua" (1992), que gravou em uma parceria inédita com o cantor Renato Russo.

Em 2000, começava a preparar o disco "Pra falar de amor" (2001), lançado para comemorar seu aniversário de 60 anos. No ano seguinte, comemorou 40 anos de carreira com a caixa "Mesmo que seja eu", uma coletânea de todos os discos lançados entre 1971 e 1988. Já em 2004, lançou o álbum "Santa Música", contendo somente músicas inéditas. E, no mesmo ano, começou a escrever sua autobiografia, um livro de memórias, intitulado “Minha fama de mau”, lançado em 2009. Foi indicado ao Grammy de 2009, com o álbum "Rock n Roll" (2009), produzido por sua própria gravadora, a Coqueiro Verde Records.

Dono de um estilo incomparável, arranca suspiros até hoje e não perdeu a sua fama de mal. Vive em sua casa, no Rio de Janeiro, com sua esposa, 49 anos mais nova e não se deixa abalar com as críticas. Em recente entrevista ao Programa do Bial, da Rede Globo, Erasmo conta que não liga para os comentários e usa a internet para se divertir. Durante a pandemia, descobriu um hobby, antes não explorado: criar playlists. Com o perfil “erasmocarlosbr” no Spotify, plataforma de streaming de música, conta com quase 700 músicas, algumas delas lançadas nos últimos anos.

“Não sou saudosista, de chorar por causa da jovem guarda que era tão bonita... As músicas é que me fazem chorar, as harmonias e melodias me comovem muito, tomam conta de mim. A música, o orgasmo e Deus são as três melhores coisas da vida”, conta.

Cantor e compositor com mais de 600 músicas compostas e gravadas, prestes a comemorar 60 anos de carreira em 2022, Erasmo Carlos segue curtindo a vida e curtindo a música, sendo idolatrado por muitos fãs pela história e pela contribuição para a música brasileira.

 
 
 

Comentários


kraft.jpg

"Não devemos acreditar nos muitos que dizem que só as pessoas livres devem ser educadas, deveríamos antes acreditar nos filósofos que dizem que só as pessoas educadas são livres."
Epicteto, filósofo romano e ex-excravo

GIFZ-BOLADO.gif
bottom of page