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O Vendedor de Emoções

  • luizgx10
  • 14 de jun. de 2021
  • 2 min de leitura

Foto: Reportagem HPC Esportes


Eu tinha entre cinco e seis anos quando meu pai me levou para meu primeiro treino de futebol, com o saudoso professor Juilão aprendi dar os primeiros passos no esporte e desde aquele momento a vontade de dedicar a minha vida ao esporte crescia cada dia mais.


Claro que no começo a vontade era de estar dentro das quatro linhas, mas dia após dia fui percebendo que minha vocação não era estar dentro dos gramados ou das quadras, um processo que para muitos é doloroso, mas para mim ocorreu de forma tranquila à medida que meu amor por estar dentro de tudo que ocorria nesse meio só crescia.


Com isso surgiu minha paixão por estar a par de tudo que está ao nosso redor, e meu amor pelo jornalismo, olhar aquelas pessoas na TV passando tudo que ocorre em nosso mundo era fantástico. Sejam os jornalistas de terno e gravata, os mais descontraídos e principalmente aqueles que estavam no meio do esporte.


Ver pelo Youtube a emoção de Galvão Bueno narrando o “tetra” em 94 ao lado do maior jogador da história do futebol, ou o mesmo Galvão nas memoráveis vitórias de Ayrton Senna do Brasil como o narrador o chamava. Em 2016 um dos momentos mais difíceis do futebol com o trágico acidente da Chape ele também estava lá, com uma emoção diferente de todos os momentos alegres que passamos. Como não lembrar do abraço da mãe do goleiro Danilo (morto no acidente aéreo) no repórter Guido Nunes, sem dúvidas um dos momentos mais marcantes da história do esporte e não ocorreu dentro das quatro linhas.


A vida é feita de momentos e o jornalismo precisa acompanhar esses momentos, transmitir a emoção de cada momento é fundamental para o jornalista e fazer de cada trabalho o mais especial possível, e é isso que levo como missão.


Como manter a postura diante de ídolos do meu time do coração como Chicão e Neto que entrevistei em 2019, ou a volta do Grêmio Barueri aos gramados no mesmo ano, com um título que há muito tempo o clube não via, é claro que manter o profissionalismo é importante, mas eu sou um vendedor de emoções e isso nunca vai mudar.

Independente do que estou cobrindo, faço daquilo a minha final de copa do mundo, a cada acerto me sinto como o Galvão gritando “é treta” em 94, e após cada passo dado vem a minha cabeça a frase de André Henning na final da Champions de 14/15 para o ainda jovem Neymar: “O seu sonho está realizado menino”.


E é esse menino que trago dentro de mim para cada trabalho que faço, esse menino que se apaixonou pela bola no pé e depois pelo microfone na mão será minha base em todos os momentos da minha carreira, farei de tudo para levar a emoção que sinto a quem me acompanha e espero um dia ser o cara que inspira as crianças a irem atrás de trabalharem com o que amam, assim como alguém me inspirou.


 
 
 

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"Não devemos acreditar nos muitos que dizem que só as pessoas livres devem ser educadas, deveríamos antes acreditar nos filósofos que dizem que só as pessoas educadas são livres."
Epicteto, filósofo romano e ex-excravo

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