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O Poderoso Chefão III - Desfecho

  • Gledson Félix
  • 24 de mar. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 3 de abr. de 2021

FILME O Poderoso Chefão III – Desfecho


ANO DE LANÇAMENTO 1990 original

DURAÇÃO 162 minutos (original)

155 minutos (versão 2020)


Após 30 anos do lançamento oficial, O Poderoso Chefão III chega com uma nova roupagem, versão chamada de “Desfecho”. A narrativa de Vito Corleone (Marlon Brando), siciliano que chega em Nova York em 1901, ainda criança, e traz na bagagem o sonho de conquistar a América. Inicialmente como negociante de azeite de oliva, logo evolui nos negócios e monta seu império, concedendo favores em troca de dinheiro e lealdade. Anos mais tarde transforma os Corleone em uma grande família mafiosa, sustentada em rígidos princípios hierárquicos e de valorização à família, sempre respeitando os valores pregados por Don Corleone, o padrinho.

Com sete indicações ao Oscar, a trama com direção de Francis Ford Coppola e roteiro de Mario Puzo, teve sua primeira versão adaptada do livro homônimo que vendeu mais de 21 milhões de cópias antes do lançamento do primeiro filme da trilogia, em 1972, e traz muitas digressões em relação a versão original de 1990, apresentando um novo clima para a história que se apoia menos em fatos das produções anteriores e firma em certo desapego de cenas do passado. Com cerca de cinco minutos a menos, o final da saga da família italiana mafiosa mostra os meandros da corrupção na igreja católica e a dificuldade da máfia se manter na América dos anos 1970 e encerra, de fato, a trilogia com a morte do então patriarca da família, Michael Corleone (Al Pacino) e a entrega do posto a seu sobrinho, Vicent Mancini (Andy Garcia).

Vale destacar a presença dos mesmos atores em seus papéis desde o primeiro filme, como Al Pacino e Diana Keaton (Kay Adams, esposa de Michael), dando ainda mais brilho e essência na história. Fica claramente mantida também as tradicionais coincidências das outras edições, como o aparecimento de laranjas indicando que algo ruim estava prestes a acontecer, das transições com a família reunida e também cenas em que os chefes da família morrerem sozinhos.

Certamente um clássico do cinema que atrai até hoje uma legião de fãs, não somente pelo enredo clássico da história de um período conturbado da guerra de poder entre os chefes da máfia americana, do envolvimento da igreja neste cenário, mas também como a criação do papel de cultuar os valores pregados no filme pelo personagem principal, Don Corleone. Uma fotografia impecável, em que as quase três horas de filme passam rapidamente por ser envolvente e trazer a essência de um devaneio sobre todas as pregações e abnegações vividas por Michael Corleone durante sua vida e o legado deixado para que a família mantenha as tradições para as futuras gerações.

Foto: Reprodução/Paramount

 
 
 

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"Não devemos acreditar nos muitos que dizem que só as pessoas livres devem ser educadas, deveríamos antes acreditar nos filósofos que dizem que só as pessoas educadas são livres."
Epicteto, filósofo romano e ex-excravo

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