top of page

O poético, absurdo e ineficaz juspositivismo brasileiro

  • Foto do escritor: Felipe Caléfe
    Felipe Caléfe
  • 22 de jun. de 2021
  • 2 min de leitura


A atual constituição brasileira foi redigida com uma gama de direitos e obrigações que, via de regra, devem ser cumpridas e obedecidas por todos os brasileiros.

Creio que, uma das maiores problemáticas em debate na sociedade quando questionado a validade do que nela está escrito se deve a forma vaga que é descrita a irrevogável garantia de direitos fundamentais a todos os indivíduos, independente de qualquer circunstância.

O que acaba permitindo que agressores, assassinos e estupradores reincidentes como o diariamente mencionado Lázaro sejam, de acordo com a lei vigente, capturado sem violência e encaminhado a uma unidade de encarceramento, na qual passará por um período como reeducando, recebendo apoio psicológico, cursos de caráter duvidoso, alimentação e garantia de vida, até que adquira direito a regime semi-aberto por simular bom comportamento e até fugir novamente, para voltar a fazer o que fez antes de ser preso.


A vigente lei garante tudo isso. Executá-lo? És bárbaro por acaso? Como assim isso iria colocar um fim aos atos de crueldade infligidos por ele? O Estado deve ser responsável pelo cuidado e custódia dele, a sociedade torcer para que ele mude de ideia após adquirir liberdade, é o único modo de reforma que o glorioso Estado Democrático de Direito admite, pautado integralmente na justa Lei.

E assim será até que o livro não-ilustrado de normas constitucionais for reescrito.


E as instituições da justiça não parecem muito preocupadas em alterar a severidade da aplicação penal. Dá lucro, prestígio e audiência.

Assim que (e se) capturado com vida, não vai ser difícil ver grandes advogados intercedendo por Lázaro para a menor pena possível, encaminhamento psicológico e garantir seu bem estar. Estão errados? Estão exercendo a Lei brasileira.

A sociedade, e principalmente suas vítimas que por sorte estão vivas, não pode muito além de rezar para que os próprios companheiros de cela o executem ou que por algum advento sua consciência se transforme enquanto encarcerado e não cometa mais crimes.


Essa estrutura legalista irrestrita da margem para organizações e pessoas, que por algum motivo, muitas vezes duvidosos, influenciem simpatia por transgressores como Lázaro usando a culpabilidade coletiva e o mostrando como incapaz de ser culpabilizado por suas próprias atitudes.


A sociedade não tem poder ou autoridade para punir, devem engolir as decisões dos Arautos da Lei.

Uma pessoa só é considerada como criminosa depois de julgada ao esgotamento de todas as instâncias, independente do que tenham feito, e mesmo assim terão seu bem estar garantido.

Os veículos e jornalistas devem produzir de acordo com a lei vigente, alguns são honestos e se revoltam com o modo qual o método legal funciona, outros abraçam o que gosto de chamar de Demagogia Humanitária, e colocam pessoas como Lázaro em um berço de ouro com medo de serem posteriormente rechaçados por lunáticos.


Suas vítimas? Com eternos traumas ou abaixo da terra, esquecidas da atenção que o criminoso recebe.

É só mais um dia comum do exercício da Lei brasileira e suas garantias irrestritas.

 
 
 

Comentários


kraft.jpg

"Não devemos acreditar nos muitos que dizem que só as pessoas livres devem ser educadas, deveríamos antes acreditar nos filósofos que dizem que só as pessoas educadas são livres."
Epicteto, filósofo romano e ex-excravo

GIFZ-BOLADO.gif
bottom of page