primeira fase: on (biografia)
- Bianca Pesine
- 18 de jun. de 2021
- 2 min de leitura
Durante o meu crescimento, nunca soube muito bem definir o que eu gostaria de seguir como sonho. Por exemplo, ao completar 14 anos, eu via a vida de uma maneira completamente diferente, era uma mistura de cores que ainda nem existem na tabela pantone. Mas uma coisa era certa, eu não tinha ideia do que esperar do meu futuro.
Porém, quando cheguei aos 15 anos tudo que era colorido foi se perdendo aos tons de preto. Isso ocorreu por conta da mudança de escola e a nova fase desbloqueada: O futuro. Entrei em um colégio particular que causou um dos maiores choques de realidade para uma menina que percebeu que, para fazer os sonhos acontecerem precisaria colocar primeiro os pés no chão.
Nessa nova rotina, vi meu relacionamento familiar sair dos trilhos por conta da minha rebeldia de não querer fazer parte daquele ambiente escolar. Tudo dizia que eu não era capaz se não passasse no vestibular, senão soubesse as leis de newton ou se não decorasse o ciclo de Krebs. Com tudo isso, fui perdendo minha essência e ficando cada vez mais longe do caminho que eu havia crescido e ainda mais distante de enxergar quem eu realmente era e qual era o meu talento.
Entretanto, nem tudo foi um pesadelo. Percebi que mesmo não sendo Einstein para número e fórmulas, me deparei com a beleza por trás da literatura, a fascinante ideia de conseguir escrever meus pensamentos e desenvolver cada dia mais minha paixão por falar sobre todos os assuntos. Assim, quando menos esperei consegui reencontrar a Bianca que a muito tempo havia se perdido.
Por fim, foi aos 17 anos que consegui dar o primeiro passo para ingressar no que hoje considero parte de mim. Foi no primeiro dia de aula de graduação que eu olhei e vi o quanto eu nasci para viver, e quando digo isso falo de pessoas, a comunicação, viver a profissão mais pura pois traz a verdade sem deixar escapar um ponto final. Dessa forma, mesmo que ainda não tenha encarado profissionalmente, sei que o jornalismo já fazia parte de mim a muito tempo, e sei que ainda tenho muito a descobrir, pois hoje vejo novamente as cores que um dia tinham sumido.




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