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Um conto de bar

  • Foto do escritor: Felipe Caléfe
    Felipe Caléfe
  • 22 de mai. de 2021
  • 2 min de leitura


Nem o brilho da lua cor de mel presente nessa noite se compara beleza combinada dos seus olhos e seu sorriso.

No entanto, assim como o satélite natural, só me foi permitido admirar sua luz de longe.

Em uma noite nublada com poucas estrelas no céu mas muitas em minha mente, esboço um pequeno e imperceptível sorriso por apreciar a leveza dos seus cabelos ao vento, como parecia estar se divertindo com suas amigas e o puro acaso que fez meus olhos passarem por sua silhueta enquanto estava só, arejando minha mente.


As garrafas chegam cheias e me deixam vazias, se meus amigos estivessem comigo diriam para parar de apenas admirar e tomar uma atitude, nunca concordaram com meu modo de apreciar a beleza de uma mulher, não só a beleza externa, mas também a beleza de dentro para fora, por cada expressão que seu rosto descrevia, a cada vez que seu não tão distante tom de voz mudava, a cada vez que soltava uma curta série de risadas...


É dia. O Sol esquenta meu rosto e me faz despertar, não faço idéia de que horas são, adormeci sentado em um banco numa praça próxima, com meu bloco de notas em mão, nele alguns rabiscos que não consigo definir, a primeira coisa a me preocupar é se estou com meus pertences, celular no bolso, carteira em ordem e as notas dentro dela também. A segunda coisa que me invade a mente é o quão encantado estava pelo que admirei ontem. Imagens agora um tanto distorcidas, a cabeça doendo por demasiado, acabei exagerando, quantas cervejas tomei era minha ultima preocupação, eu estava interessado em minha leitura, uma página por vez e sem pressa de terminar, concentrado, apreciando cada gesto que podia captar.


Como poderia eu ter ousado me aproximar? Um homemal Encarado tentar se enturmar com um grupo de garotas, sem mais nem menos? Impensável, inconcebível, nunca fiz o tipo extrovertido...

Seu nome provavelmente eu nunca iria saber, seu perfume eu podia apenas imaginar qual era e seu prato predileto seria uma eterna suspeita para mim.

 
 
 

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"Não devemos acreditar nos muitos que dizem que só as pessoas livres devem ser educadas, deveríamos antes acreditar nos filósofos que dizem que só as pessoas educadas são livres."
Epicteto, filósofo romano e ex-excravo

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