um dialogo sobre o sistema alimentar capitalista e superioridade moral
- João Monteiro
- 30 de mai. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 2 de jun. de 2021
Acho que não preciso argumentar sobre por que o conhecimento científico precisa ser levado em conta nas escolhas que a sociedade faz, principalmente em meio a uma pandemia em que as outras opções são meio genocidas.
A proposta aqui desse texto é uma crítica a como o ceticismo científico não conseguira transmitir sua mensagem, nos condenando a permanecer no status de minoria.
Desculpe o pleonasmo, mas vamos começar do início. Nenhum de nós nascemos plenamente equipados com todas as ferramentas para uma análise científica da realidade material, mas as crianças já tem consigo uma indagação natural, mas os meios para despertar o interesse dessas crianças estão à mão e são terrivelmente ignoradas e agravadas pela desigualdade social que golpeia particularmente de forma cruel quem é mais pobre na sua tentativa de pensar.
Não possuir o bastante para comer acabam diminuindo sua capacidade de compreender e aprender, são danos cognitivos, A sobrevivência vem sempre em primeiro lugar, o crescimento depois, o aprendizado nessa lógica vem por último.
Enquanto os moleques que tem o café da manhã garantido pode ter a oportunidade de ter interesse pelo aprendizado, o garoto subnutrido cria apatia, se aborrece por vários anos com uma obediência a uma autoridade que pode te negar o direito de ir ao banheiro.
Essa é a realidade da classe trabalhadora, que só pode comer na medida em que trabalha por dinheiro, enquanto o capitalismo apenas garante mais fluxo de dinheiro para as mãos das gigantes cadeias varejistas, processadores de comida e companhias do agronegócio, uma indústria que depende da criação da escassez artificial de alimentos para manter preços e lucros.
Não precisa se dizer mais que lutar por comidas para todos e alimentação como direito humano básico para melhorar necessidades sociais e ecológicas.
A curva de evolução do cérebro humano de milhões de anos atrás cresce de acordo com novas tecnologias que nos permitam economizar mais energias, questionar as noções que fornecem certo alívio diante dos terrores do mundo não é uma dessas forma de economizar energia. Ignorar o fato que iludidos por mentiras muito bem divulgadas pelas redes sociais, os adeptos da superstição e da pseudociência são seres humanos que foram muito bem ignorados por todas as deficiências da sociedade capitalista e às suas insuficiências.
Formação científica, correção ética, respeito aos outros, coerência, capacidade de viver e de aprender com o diferente, não permitir que o nosso mal-estar pessoal ou a nossa antipatia com relação ao outro nos façam acusá-lo do que não fez são obrigações a cujo cumprimento devemos humilde mas perseverantemente nos dedicar. (FREIRE, Paulo . Pedagogia da autonomia)
Lembre-se que a nossa cultura não lhe deu todas as ferramentas necessárias para a levar adiante essa grande busca. A ciência é cansativa temos que encontrar na comunicação uma forma de equilibrada e com prudência como desmistificar reconhecendo ali a raiz humana e material da pseudociência que pretendemos combater.




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