VOCÊ ESTÁ FAZENDO VALER A PENA?
- Gledson Félix
- 6 de mai. de 2021
- 2 min de leitura
De tempos em tempos o próprio tempo se encarrega de colocar as coisas em seu devido lugar. Ao menos uma vez, o tempo se mostra interessado naquilo que nós pensamos, ou melhor, desejamos. Não existe intuito em nada. Simplesmente se faz acontecer o que tarda, mas não passa.
Um trecho de uma famosa prece diz: "Todas as lágrimas secarão, todas as dores acalmar-se ão".
É muito provável que isso seja certo, afinal, nada é para sempre. Nem nós somos eternos, estamos passando por aqui "de mala e cuia" e, de bagagem, levaremos somente aquilo que realmente valer a pena.
E o que vale a pena, afinal?
Ser feliz vale a pena. Ser sonhador, tentador, insistente. Este mundo é muito maior do que nossa visão pode alcançar. E os valores riquíssimos que ele nos oferece a cada dia, muitas vezes, passa despercebido. Mas, aquilo que realmente importa, isso estará sempre lá, quando e por onde for.
Criamos ao longo de nossa história valores imensuráveis perante a grandeza de tudo aquilo que nos é oferecido. Nos valemos, muitas vezes, de pequenas coisas, tão fúteis, inertes ao que se é imprescindível para viver. Muitas vezes, aquele pouco é mais que o necessário.
Levamos conosco saudade e nela amizade, companheirismo, parceria. Laços que são infinitos e eternos, mesmo que rasurados vez ou outra pela arrogância humana, ora passamos a reconhecer, latente ao que realmente deseja e lhe faz bem.
O que realmente importa é o íntimo do “próprio eu”, uma combinação de sentimentos e desejos, enfrentados, confrontados e realizados, deixando de lado toda e qualquer diretriz paradoxal para apenas valer a pena.
Afinal, o que vale a pena?
Fazer acontecer, sentir, contribuir, retribuir. Compreender e autorrealizar.
A cumplicidade dessa vida -que lembremos, estamos de passagem-, reflete a Maslow, no alto de sua pirâmide, sobre a constante busca pela realização pessoal. No mais, outras necessidades diversas, muitas vezes resumidas em uma série de bens duráveis, consumismo eufórico e ignorância desumilde, agregam pouco valor. De todas as afirmações, valer a pena no sentido da vida é, hoje, ser feliz.

IMAGEM: 2009/GLEDSON FÉLIX




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